sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

LULA abraça as lavadeiras


Além dos agraciados e das celebridades presentes (atores, cineastas, cantores, pintores, músicos, produtores culturais, políticos, jornalistas...) a grande atração da noite foi o Presidente Lula. Em emocionado discurso, ele saudou os homenageados e sancionou o Plano Nacional de Cultura (PNC), cujas diretrizes, objetivos e estratégias terão validade pelos próximos dez anos. Recebeu calorosos aplausos de todos os presentes.

Finda a cerimônia, ainda no palco, o Presidente posou ao lado de todos os homenageados, sendo que dedicou uma atenção especial aos integrantes do Coral. Pacientemente, ele abraçou e beijou cada lavadeira, recebeu afagos e recados ao pé do ouvido e demonstrou vivo interesse por Almenara, cidade que visitou durante suas primeiras campanhas à presidência.

Após a meia-noite, a confraternização continuou na Villa Riso, onde o Ministério da Cultura ofereceu um jantar aos agraciados e convidados. Mais uma vez, as lavadeiras atraíram as atenções dos presentes. Viraram celebridades.

Para Carlos Farias, regente e coordenador do coral, “o valor simbólico dessa medalha é imensurável e queremos dividir a alegria deste momento com todo o povo brasileiro, especialmente do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, onde a cultura popular se transformou em verdadeiro veículo de inclusão para milhares de pessoas.

Para Adélia Barbosa, que recebeu a medalha em nome do grupo, “essa viagem e esse prêmio foram a realização de um sonho. Não temos palavras para agradecer tanto carinho. Esperamos que as portas continuem se abrindo e o nosso coral possa encontrar apoiadores para os novos projetos.”

Coral das Lavadeiras e Carlos Farias recebem medalha da OMC


As lavadeiras de Almenara e o compositor Carlos Farias, regente do coral, foram recebidos com todas as honras no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, 02 de dezembro, onde participaram da 16ª edição da entrega de insígnias da Ordem do Mérito Cultural, na condição de agraciados.
De acordo com o Ministro Juca Ferreira “foram escolhidas pessoas que exprimem a nossa tradição, a nossa vanguarda, as diferentes correntes de criação cultural e artística do nosso povo. Uma parte de um todo rico e generoso. Pessoas que enfrentaram a repressão política e pessoas que enfrentaram o anonimato e o preconceito. Atores e líderes comunitários; religiosos e dançarinos; humoristas e diplomatas; escritores e artistas plásticos... Pessoas que, a exemplo de Darcy Ribeiro, o grande homenageado, recriam, inventam e refletem sobre a nação que somos e a que queremos ser.”

domingo, 23 de maio de 2010

Carlos Farias e Lavadeiras no Conexão


O cantor/compositor Carlos Farias e as Lavadeiras de Almenara participaram do Conexão Vivo, um dos mais importantes festivais de música do país, realizando apresentações memoráveis em Belo Horizonte (25 de abril), Ouro Preto (30 de abril) e Juiz de Fora (07 de maio). Na capital de todos os mineiros o grupo se apresentou na Praça da Liberdade, tendo como convidado especial o extraordinário Saulo Laranjeira. Ele dividiu os vocais com Carlos Farias e as lavadeiras nas canções “Beira mar da Vigia”, “Fruto do Norte”, “Cálix Bento” e ainda brindou a platéia com os personagens Veia Messina e José da Silva Pereira.

Na antiga Vila Rica e em Juiz de Fora o convidado especial foi o violeiro Chico Lobo. Ele também contribuiu para o enriquecimento da performance do grupo, com a sua música e simpatia. Além do espetáculo musical (ao som de violões, sopros e percussões), as Lavadeiras e Carlos Farias realizaram a palestra/oficina “conversa de lavadeira” nas três cidades, integrando o público em ações que valorizam a cultura brasileira, a cidadania e a responsabilidade sócio ambiental. O projeto contou com o patrocínio da Vivo, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A arte das lavadeiras vira exemplo para artistas e pesquisadores

Fundado em 1991, por sugestão do então prefeito Roberto Martins Magno, o Coral das Lavadeiras de Almenara encontrou no cantor e pesquisador cultural Carlos Farias o estímulo e a parceria necessária para se transformar em um dos mais importantes grupos de cultura popular do Brasil. Juntos já se apresentaram em Portugal (2002), Espanha (Expo Zaragoza 2008) e em várias cidades brasileiras, cantando um repertório de canções de domínio público recolhidas nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri: batuques, sambas de roda, modinhas, rezas e toadas. São cânticos de trabalho, lúdicos e de louvação, revelando influências africanas, indígenas e portuguesas. Suas histórias de vida comovem e estimulam platéias de todas as idades.

Segundo Carlos Farias, a vida e a arte das lavadeiras se transformaram em objeto de estudo para estudantes, professores e artistas de todo o Brasil, além de influenciar e colaborar para o surgimento de outras manifestações semelhantes em outras regiões do país. Além da dissertação da professora Sâmara de Atayde, publicada na UERJ em 2008, na qual compara a música das lavadeiras com as cantigas de amigo galaico-portuguesas da Idade Média, outras dissertações e monografias já foram concluídas ou estão em curso, enfocando diferentes aspectos desse trabalho. Para a professora Nilza Maria Pacheco Borges, da Universidade Federal de São João Del Rey, que também está concluindo o seu mestrado com uma dissertação sobre a música das lavadeiras de Almenara, “trata-se de um grupo de referência educacional, que merece ser considerado e inserido nas universidades e nas escolas em geral, como exemplo de inclusão social e cidadania”.

O futuro do grupo: em busca de sustentabilidade

Ainda segundo Carlos, quando iniciou esse trabalho, em 1991, não imaginava que houvesse tamanha repercussão. Entretanto, com a globalização e o advento da internet, houve uma crescente valorização da cultura em todo o mundo. Ela passou a ser vista como ferramenta estratégica para a inclusão e a geração de renda, dialogando diretamente com as outras áreas. No Brasil, essa mudança de paradigma resultou no surgimento do marketing cultural, das leis de incentivo e na proposição de um Plano Nacional de Cultura, por parte do atual governo, no qual a cultura é vista na sua dimensão simbólica, econômica e cidadã. Nesse contexto, o seu trabalho artístico com as lavadeiras ganhou visibilidade. Juntos gravaram os antológicos Cd-livros “Batukim Brasileiro” e “Aqua” e agora buscam parceria para a gravação de um terceiro volume contendo outras canções de domínio público, ainda inéditas em disco.

“A nossa luta é pela sustentabilidade. As leis de incentivo são um forte aliado, porém nem sempre é possível captar recursos para os projetos. Entretanto, a nossa responsabilidade cresce a cada ano. Uma de nossas grandes alegrias foi o surgimento do coral infantil “Lavadeirinhas de Almenara”, formado por netas e bisnetas das lavadeiras, uma beleza, que precisa ser apoiado pela comunidade almenarense. Acho que ninguém fez mais pela cidade do que essas mulheres. Elas colocaram Almenara no cenário artístico brasileiro e mundial. Merecem carinho, respeito e reconhecimento”, conclui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Carlos Farias e Lavadeiras de Almenara


As Lavadeiras de Almenara formam um dos mais importantes grupos de cultura popular do Brasil. Fundado em 1991, a partir de um trabalho de pesquisa do cantor e compositor Carlos Farias, o coral já em Portugal (2002), Espanha (Expo Zaragoza 2008) e em várias cidades brasileiras, cantando um repertório de canções de domínio público recolhidas nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri: batuques, sambas de roda, modinhas, rezas e toadas. São cânticos de trabalho, lúdicos e de louvação, revelando influências africanas, indígenas e portuguesas. Suas histórias de vida comovem e estimulam platéias de todas as idades.

Além do espetáculo musical “lavando a alma” (ao som de violões, sopros e percussões), as Lavadeiras e Carlos Farias realizarão a palestra/oficina “conversa de lavadeira” e a cerimônia ecológica de “bênção das águas”, integrando o público em ações que valorizam a cultura brasileira, a cidadania e a responsabilidade sócio ambiental.

As participações especiais de Saulo Laranjeira (no show em BH) e de Chico Lobo (em Ouro Preto e Juiz de Fora) enriquecerão ainda mais o projeto. O primeiro é “um mago da emoção e do riso, um dos maiores intérpretes da nossa brasilidade”. O segundo é um dos mais ativos e efetivos violeiros do cenário nacional, ocupando posição de vanguarda na preservação dos costumes populares.

Formação da banda: Carlos Farias (voz, violão e regência), Sanráh (violão solo), Ivan Virgílio (sopros), Davi Lannes (baixo), Aender Reis e Gladson Braga (percussões). Direção artística: Beatriz Farias Marques.

Outras informações:
55 31 3476-3579 / 9943-3414 / 8743-2282 – epovaleeventos@yahoo.com.br
http://www.coraldaslavadeiras.com.br

sábado, 27 de março de 2010

Terminei o namoro!

Ah, terminei o namoro!!!!

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

'Ah, terminei o namoro...'
'Nossa,quanto tempo?'
'Seis anos... Mas não deu certo...acabou'
É não deu...'

Claro que deu! Deu certo durante seis anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro. MAS quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia! E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. MAS tem o DEVER de te avisar. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta... Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.

Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, CORRA, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

Arnaldo Jabor

Uma declaração de amor


"Desde que chegaste foi como se fosse para sempre"


Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minhalma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.


Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do Sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte.

Elizabeth Barret Browning

(Tradução de Manuel Bandeira)

O Poder do Mercado Cultural

O reconhecimento da cultura como atividade econômica é muito recente. Até o início do século 20 a tratávamos apenas como patrimônio simbólico. Tanto nos estudos antropológicos quanto nos sociológicos, aprendemos a enxergá-la como coisa dada, o que está impresso em nossos códigos de convivência e consolidamos como civilização.

Arrisco-me a explorar uma outra dimensão que a cultura pode assumir a partir de uma visão mais ampla e contemporânea deste conceito. Refiro-me às dinâmicas de sociabilidade, às tecnologias de convivência, ao diálogo, às conversações em redes. Sistemas de intercâmbio e interrelação reforçados pelo surgimento das novas tecnologias, mas não exclusivos aos territórios virtuais.

Imaginar e expressar o futuro. Pensar cultura como um farol voltado para as novas formas de expressão e convivência que podemos construir a partir do conhecimento disponível. A ética como princípio norteador. A consolidação da economia como ciência dominante em nosso tempo fez com que lhe subordinássemos todas as outras formas de manifestação humana como fenômenos derivativos, seguindo uma lógica e uma codificação próprias. E com a cultura não foi diferente.

E daí vem a tentação de transformar ricas manifestações culturais em commodities baratas, manuseadas de maneira rasteira e linear por profissionais reprodutores de um conjunto de regras e tecnologias que só interessam à manutenção de um perverso sistema de poder, que se sustenta sobretudo pelo domínio dos meios de produção e distribuição de conteúdos culturais.

Mas o que é a economia senão um fenômeno cultural? O que são o dinheiro, o market share, a pontuação da bolsa de valores, senão valores simbólicos desprovidos de sentido fora de um conjunto de códigos rigorosos chamado “mercado”. Mergulhados nesse contexto, corremos o risco de perder a capacidade de desvendá-los e tornamo-nos apenas agentes de manutenção e disseminação de um sistema de valores linear, unilateral e desumano.

Nessa condição, o consumo consolida-se como a forma de expressão mais forte e presente, sobretudo nos grandes centros urbanos. A própria arte passa a ser ressignificada e vista como meio de produção e objeto de consumo. Corre, assim, o risco de perder a condição e a capacidade de revelar e traduzir a alma humana, suas contradições e riscos. De sua condição única e insubstituível de dar forma à utopia, passa a mera reprodutora de um sistema que o incapacita para o exercício desse olhar mais agudo e sensível.

O Brasil vivenciou na última década um grande salto quantitativo e qualitativo nas relações de trabalho na área cultural. Cultura, como atividade econômica, saiu do confinamento, ultrapassou fronteiras, mas ainda mantém vícios e dependências de uma atividade ligada aos poderes político e econômico.

O país entrou de forma definitiva no cardápio do entretenimento global. Um dos principais mercados das chamadas majors do cinema e da indústria fonográfica, o país vivencia a efervescência de uma nova Broadway tupiniquim, que já demonstra sinais de vitalidade. Do ponto de vista da exportação das artes e da cultura local, o momento atual nunca foi tão profícuo. Desde Paulo Coelho, um dos autores mais lidos da atualidade, até o futebol e a música, o Brasil nunca esteve tão em voga no cenário global.

O gestor cultural precisa estar atendo para valer-se dessas oportunidades. Participar ativamente do mercado da cultura sem estar a ele subordinado é uma das questões éticas mais difíceis ligadas ao cotidiano do gestor cultural. Por isso a necessidade de investir em um conjunto de ferramentas adequadas para lidar com a administração e o marketing, por exemplo, mas não sem fazer uma incursão mais profunda na questão ética.

Não há nada que influencie mais a conformação de um produto cultural do que o seu sistema de financiamento. Presume-se, por exemplo, que um filme distribuído por uma major norte-americana teve menos liberdade artística do que um filme independente. Este, por sua vez, terá mais dificuldades de conquistar público, justamente porque as salas comerciais pertencem às grandes distribuidoras. Um bom gestor cultural precisa saber manejar essas variáveis, que são inúmeras e complexas, a ponto de arquitetar novas dinâmicas que invertam a lógica do domínio e o aprisionamento da criação pelo capital.

Atuar na atividade cultural é algo que exige conhecimento genérico e específico, ao mesmo tempo. Saber balancear uma formação humanística ampla e consistente, capaz de apreender e decodificar nuanças, especificidades e contextos, necessários para compreender melhor a teia de relações e interesses onde está inserido, em especial os políticos e econômicos, com o conhecimento técnico, que o habilite e dialogar com todas as instâncias da sociedade.

É preciso buscar meios de destrinchar conceitos ligados ao manejo da questão simbólica e apresentar cenários capazes de representar realidades complexas e diversas, em detrimento das cartilhas de formação técnica e linear.

A atividade cultural exige agentes preparados e dispostos a pensar e atuar com base em novas possibilidades, mais complexas, múltiplas e coerentes com as questões colocadas pela sociedade contemporânea. Capazes de pensar uma nova agenda política para lidar com os desafios do mundo atual, articular setores governamentais, sociedade e mercado para atuarem alinhados em torno dessa agenda, além de desvendar a cultura como ponto de partida, como meio de construção dessa agenda e como eixo central dos novos paradigmas de desenvolvimento.

O segredo para sair da linearidade do mercado, talvez esteja no exercício de uma abordagem multidimensional para a atividade cultural. Ao implementar um processo de natureza cultural, o gestor deve estar apto a lidar com inúmeras vertentes que, juntas, conferem ao processo a riqueza necessária para desviar-se dessas armadilhas.

Qualquer atividade cultural, do Cirque du Soleil ao maracatu rural de Pernambuco, é parte integrante deste “conjunto distintivo de atributos materiais, espirituais e afetivos que caracterizam uma sociedade ou grupo” definido pela UNESCO. Cuidar dessa dimensão é essencial para que não perca sentido dentro do próprio contexto social onde foi gerada.

Cuidar da dimensão econômica, por exemplo, já exige um outro olhar, mais voltado para os processos de produção, distribuição, troca, uso ou consumo dos bens simbólicos.Que pode ser complementado com um conjunto de instrumentos de apropriação desses bens.

Essa dimensão é complementar ao desenvolvimento artístico, à pesquisa de linguagem e à proposta estética que a atividade propõe. Que por sua vez não está desvinculada de valores éticos e morais, tampouco à sua dimensão cidadã. É preciso, sobretudo, entender esse ambiente da economia da cultura como algo em pleno processo de transformação e desenvolvimento.

Um mercado promissor, mas ainda incipiente, o que exige uma intensa articulação entre os membros dessa cadeia produtiva para a conquista de um olhar mais apurado da sociedade em relação à sua importância estratégica.

* trecho do livro O Poder da Cultura.

http://www.culturaemercado.com.br/ideias/o-